sábado, 30 de janeiro de 2010

Por que ser homem também é um saco

Ok, esse texto vai ser meio estranho. Vou tentar ser bem humorado, apesar de estar falando de coisas que realmente sinto e acredito. Que venham os gritos de GAY.

Essa sexta feira fui numa festa em que conhecia umas 3 pessoas, ou seja, podia ser um imbecil sem me sentir mal por isso. Lá tinha uma garota, que, não direi que era linda por que essas coisas são subjetivas, mas direi que eu assim a achei.
Agora, eu nunca vi e provavelmente nunca mais verei essa garota na minha vida. Eu, honestamente, não me considero uma pessoa chata e diria até que sou moderadamente bonito. Ainda assim, aquele carinha babaca que vive no meu cerébro puxou a alavanca do TRAVA TUDO JÁ e  nada aconteceu.
"òtimo" pensei "mais um dia glorioso na vida de Bernardo Kaiser, nada como voltar pra casa sozinho e dormir bêbado ao som de Smiths."
Fui  falar disso pros meus amigos e prum desconhecido aleatório - lembrando, eu já estava meio alcoolizado - e descobri que todos eles se sentiam assim.
Esse grupo com quem eu estava não era exatamente homogêneo, apesar de ter suas similaridades. Quer dizer, não é como se todos ali fossem a mesma pilha de confusão e insegurança que guia essa vidinha aqui não é? Sim, é.

Pras mulheres, podem ter certeza que existem 3 tipos de homens no mundo:
Os Clint Eastwoods:
 
Se você não quer ser assim, tem algo muito errado com você

Os babacas:
  
 
Se você quer ser assim você provavelmente já o é
E as pessoas normais, que correspondem á 97 por cento da população masculina. Essas pessoas normais são, á primeira vista, completamente diferentes. São tanto o emo que faz poesia ruim no myspace como o cara que empilha tijolo no sol. Mas coloque essas pessoas contra algo que questione a sua visão de si mesmo - ou seja, tudo o que acontece na vida, o tempo todo - e os veja derreter aos poucos, como um vulcão da feira de ciencias que deu errado.
Por que sabe, as mulheres podem se achar tão assustadoras e impróprias quanto quiserem, mas são sempre buscadas e procuradas. O homem, por sua vez, está eternamente numa competição não anunciada mas claramente entendida um com o outro. Por isso todo homem está inerentemente sozinho.
Esse é um peso bem grande, sabe. Não é a toa que proporcianalmente, tanto a parcela masculina dos artistas quanto dos serial killers são maiores que a feminina. Isso deixa uma pessoa louca. Alguns expressam essa solidão fazendo obras primas, outros estripam pessoas em becos, outros dormem bêbados ao som de smiths.
Não me entendam mal, não quero subestimar as mulheres, entendo tanto da alma feminina quanto o Dado Dollabella entende de história dos Balcãs. Com certeza elas devem ter seus próprios conflitos que um homem nunca, nunca iria entender. 
Mas é só para terem certeza, e acho que os homens aqui vão concordar comigo, debaixo da carapaça de EU SOU FODA POR QUE MATO MAIS GENTE NO CALL OF DUTY está o morrissey cantando So for once in my life let me get what i want lord knows it would be the first time. (sim , eu sei que essa frase foi muito homossexual, mas foda-se). O negócio é que só sendo um completo narcisista ou tão fodalhão que desafia o tempo e o espaço para desviar disso numa boa.
Ou talvez tudo que eu esteja falando aqui seja besteira e eu só queira extravasar alguma frustração idiota que ninguem realmente se interessa. Enfim, acho melhor parar por aqui antes que eu cante os greatest hits do ABBA. Se concordam comigo, comentem aí, se discordam, enfiem um peixe no cu e finjam que são o Namor.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Destruidor de discussões

Foi preso num debate sem saída? Os argumentos de seu adversário são bem superiores ao seu? O juiz não acredita que você é inocente?

Não precisa se preocupar! Veja aqui como ganhar qualquer discussão facilmente!

Dizem que foi assim que o Bush ganhou todos os seus debates presidenciais

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nem tão grande perdas do último milênio

Para alguns, o segundo milênio (1001-2001) foi uma festa. Saiu da molengagem do primeiro milênio depois de Cristo e da falta de calças de todos os milênios anteriores. Mas não foi só uma época de festas, bebedeiras e peste negra. Perdemos alguns grandes personagens de nossa história nesse período funesto. Da Vinci! Newton! Napoleão! Leandro, do Leandro e Leonardo!
Esse post é um tributo para aqueles homens e mulheres bravos que perderam sua vida nesses mil anos que vivemos também, mas por algum motivo são esquecidos pelas restropectivas.



Haakom, o inseguro (987 - 1054)
Esse rei viking Norueguês passou 7 anos planejando sua invasão á Bretanha, sempre se preocupando com o que poderia dar errado e o que o pessoal do escritório e aquela gatinha da acontabilidade iam pensar. Eventualmente ele iniciou o ataque, mas ficou tão nervoso que desistiu no caminho e foi pra casa assistir uma reprise de Two and a Half Man




"Soldado 113#" (1124 - 1157)
Esse bravo extra encontrou seu fim na grande cena de batalha de Rollalfajor, junto com outras centenas de mudos e não nomeados figurantes, que contudo atingiram o objetivo de proteger os personagens principais, conseguindo realizar o clímax do filme com sucesso. Foi sobrevivido por seu filho, "Garoto com doce".



Jian San Huon (1237 - 1298)
Burocrata da corte imperial chinesa, Jian foi peça principal na passagem da lei Hua, que permitia o uso de ataques de energia e/ou qi em competições de kung fu, desde que os utilizadores destes tirassem um registro especial em qualquer filial do governo chinês.



Sultão Abdel-Ibn-Khalyff (1321-1367?)
Inventor do Falafel, expandiu o império islâmico por todo Golfo Arábico, após declarar uma jihad contra os peixes infiéis do Oceano. Foi engolfado por sua barba em 1364, sendo buscas declaradas encerradas 3 anos depois








Fiorentino della Fascistta (1457 - 1532)
Inventor da Renascença, quando alegadamento se levantou da lama aonde chafurdava e declarou aos seus companheiros: "Foda-se esta porra, vocês podem rolar na merda o quanto quiser, tô indo descobrir a perpesctiva e pintar troços"













Dom Diego de La Vega (1500 - 1540)
Descobriu a Grã bretanha em 1531, e ficou realmente bastante surpreso ao saber que todo mundo sabia onde a Grã bretanha ficava, pra começo de conversa. Tentou novamente emplacar no mundo dos Grandes Descobrimentos ao encontrar a chave de casa do duque de Toledo, mas seus adversários alegaram que isso não valia, ao menos que a pre citada chave estivesse em El Dorado. O mais engraçado de isso tudo é que ela realmente estava em El Dorado, mas Dom Diego confundiu o local com Nilópolise e morreu esquecido, de escorbuto.




Sir Alfred Van halen (1593 - 1661)
Criado pessoal de Carlos segundo, foi brevemente imperador da Grã bretanha, ao sentar no trono vazio quando não tinha ninguiém olhando. Famoso também por ter um dos testemunhos mais elucidantes sobre o grande incêndio de Londres, quando escreveu em seu diário: "E as chamas, cara, ah, meu, porra, olha isso, olha esse fogo,cara! isso deve estar tipo, uns montes de pés de altura! E o centro da cidade, cara, ah, porra, hahahaha, voces deviam estar aqui vendo isso"





Joaquim Molutumbo (1711 - 1756)
Foi o primeiro escravo liberto em terras brasileiras e prontamente após sua alforria, compôs um disco conceitual de axé de pesada crítica social mas que todo mundo confundiu com o novo do Chiclete com banana (na época em que o vocalista ainda era um pirata de verdade). Decepcionado, Joaquim largou a carreira de axézeiro conceitual e foi ter aulas de violão com Doryval Caymmi (que havia feito 55 anos) mas morreu do coração antes de lançar "Acarajé com aroma de mulher", seu disco de mpb com umas pegadas funks, reggae, polca e death metal melódico, até por que a gravação ainda não tinha sido inventada.


Johannas Obermeister der Ratthaus (1799 - 1854)
Futura rainha da Uva (1841), Johannas era considerada a maior flautista de seu tempo, mas desistiu da carreira, após um trauma pessoal num concerto em Viena, quando, durante seu solo de flauta doce, ouviu o Marquês de Munique se levantar de seu assento e exclamar: "Ei, sabe mais o que você poderia tocar? O MEU PÊNIS!" e o viu trocar um High Five com o Duque de Nápoles 






Lex Worthington the second (1859 - 1913)
Bilionário, empreendedor e possivelmente maníaco, Lex se gabava de possuir em suas fábricas operários cujas idades somadas não os permitiriam dirigir um carro. Apesar de ser verdade que a grande maioria de seus empregados tinham altura de uma criança em idade escolar, tal informação podia enganar os desavisados, já que muitos desses empregados eram baixos apenas por terem tido as pernas arrancadas pelas máquinas do local.





Reichkomissar Wilhelm aus dem Mauer (1890 - 1945)
Descrito por parentes proximos como "Meio que um babaca", Wilhelm não tinha realmente problema algum com judeus, se os judeus no caso estivessem mortos e carbonizados. Mais do que seu envolvimento com o Holocausto, Wilhelm foi punido com a pena de morte em Nuremburg por falar no telefone durante os filmes e tentar passar com carro por sinais de trânsito no amarelo durante engarrafamentos, mesmo sabendo que provavelmente vai acabar parando no meio do cruzamento e prendendo todo mundo. Mas que babaca.




Mario Ferraz  da Costa (1955 - 1999)
Ele foi, por 3 minutos, o melhor jogador de king of Fighters que já existiu na história.
Durma bem, doce princípe.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Querida, engoli a Finlândia





J.R.R. Tolkien era um cara á quem nos meios acadêmicos nos referimos como "Inteligente pra caralho". Ele era um estudioso respeitado, que havia sido codebreaker na segunda guerra e falava 25 línguas e dialetos, incluindo finlandês, grego, lituano, galês medieval e frênico, que eu acabei de inventar.
Sendo um fucking genius, Tolkien decidiu que iria criar um novo mundo. Não, não um novo mundo simplesmente, mas literalmente um novo universo, com sua história, sua língua, seu mito da criação e etc...
O que Tolkien acabou fazendo, na verdade, foi mais do que isso. Ele publicou sua série mais conhecida, O Senhor dos Anéis, na década de 50, um período de grande turbulência no mundo e inovação em todas as artes. O que falhamos em perceber á todo momento, é como a série foi algo totalmente excêntrico para o período.
O Senhor dos anéis é um retorno ao romantismo medieval. Sua forma de escrita retoma a forma dos épicos de 5 séculos atrás. Ele ressucita os monstros em suas formas originais. Hoje, nesse nosso mundo de Dungeons e Dragons, Warcraft e coisas extra virgens, tomamos por lógico que elfos são magros, altos e arqueiros, anões são baixinhos, vivem embaixo da terra e ferreiros, e orcs são maus e assassinos.
Naquele período em que Tolkien vivia, isso havia sido esquecido. As criaturas mitologicas européias haviam sido emburrecidas e simplificadas, para dar espaço á máquina. A própria Europa queria se afastar de seu passado, e só quem usava a iconografia pagã de tempos antigos eram os nazistas e os fascistas - gente de quem todo mundo queria ficar longe.
J.R.R. não podia dar mais a mínima. Ele era um medievalista declarado, e um estudioso dos mitos ancestrais que o velho continente havia taxado de obsoletos. Quando ele leu o épico finlandês Kallevalla, que tratava de um anel mágico construído por um ferreiro e disputado por humanos e uma criatura maligna (sim, isso está bem bem abstrato, mas é que minha internet tá uma merda, então não tô conseguindo pesquisar) surgiu a inspiração para escrever seu maior clássico.
Dessa maneira, ele e seu contemporâneo C.S. Lewis retornaram ao passado de seus próprios jeitos. Lewis com Nárnia, Tolkien com os anéis.
Assim como Lewis, Tolkien era cristão fervoroso, e na verdade, contribuiu com a conversão do amigo do ateísmo para o cristianismo. Porém, Narnia é um livro voltado para crianças, e por isso tem o Aslan/Jesus como aquele que guia a humanidade para sua redenção. Já no "Senhor", a humanidade até recebe ajuda para lutar contra Satã/Sauron, o pecado original/o um anel e sua própria perversão/Gollum de um Jesus/Gandalf - que morre para proteger-nos como um humano, mas retorna para nos redimir como divino - só que ultimamente cabe a ela ser o instrumento de sua própria salvação e herdar a terra: os orcs e uruk-hai são destruídos, os elfos vão para sua ilha da eternidade, os anões voltam para os subterrâneos.
Todo esse conservadorismo não era bem visto num tempo em que os intelectuais precisavam ser audaciosos e iconoclastas, mas mesmo assim ele conseguiu superar os preconceitos e ser aceito entre todos os círculos, ultimamente.
Não que o livro não tenha seus defeitos: é verborrágico, insiste em idéias repetidas e, como em qualquer épico, ignora as características de cada personagem para dar maior concentração á história. Desse maneira, tempos uma avalanche de personagens principais rasos e personagens secundários dispensáveis.
Contudo, o maior problema da obra não é realmente sua culpa. Graças ao seu grande sucesso, o épico gerou um enorme número de cópias, imitações baratas e livros de gente que queria render apoiado no seu sucesso. Todavia, esse pessoal escrevia em seis meses, Tolkien passou toda sua vida lapidando o conto, pesquisando suas inspirações, criando línguas, povos e histórias plausíveis. Infelizmente, lendo-se acaba-se tendo aquela impressão de clichês, de "já ouvi isso antes", apesar de na realidade, aquilo foi o que foi dito pela primeira vez.
Ultimamente, seus livros são  nostálgicos, feitos por um homem que via a desintegração de um império em que arriscou a vida para defender em duas guerras mundiais.É um olhar melancólico e esperançoso, tanto para o passado como para o futuro. A paixão dele por sua cultura poderia até ser chamada de xenofóbica hoje em dia. Besteira, ele respeitava todas as raças e povos, e se opunha violentamente contra o Apartheid e os governos totalitários da época. Alguém poderia confundir Tolkien com um homem racista, porém a melhor denominação para ele é de um homem orgulhoso


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Avatar é babaquice hippie

Então, todo mundo está falando daquele "Avatar" do James Cameron, como revolucionou o cinema e etc...pois bem, hoje eu fui ver e não me decepcionei. Era tudo que eu esperava
O James Cameron já fez uns bons filmes. Exterminador do Futuro é irado, ambos os dois que ele dirigiu. True Lies é tosco, porém maneiro. Rambo 2 eu nunca vi, mas pressuponho que seja bom, por que é o Rambo 2. Mas aí ele fez aquela novela mexicana condensada em 3 horas, 3 torturantes horas chamada Titanic, ganhou bilhões e decidiu fingir que trabalhava. Nos quase 12 anos que separam Titanic e Avatar ele passou a maior parte do tempo descobrindo tumbas do Cristo, inventando linguagens e presumivelmente salvando o planeta (não confirmado)
De repente ele decidiu que ia voltar a ser minimamente útil para a sociedade e filmar algumas coisas, decidiu então que traria ás telas seu projeto de anos...e para isso torrou 230 milhões de dólares
Ok, pausa.
Vamos comparar com outros filmes de ficção científica: Distrito 9 custou 30 milhões. Alien custou 11 milhões. Exterminador do futuro custou 45 reais e uma rodada de cerveja pra galera. Então, como vários filmes já fizeram o favor de provar, como O PRÓPRIO JAMES CAMERON fez o favor de provar, você não precisa rasgar dinheiro pra fazer um totalmente imersivo grande filme.
O negócio é que o nosso diretor achou que se fizesse um CGI bonitinho, os personagens inventados por ele seriam mais críveis. O caralho.


Smurf s+ Thundercats = Na'vi

Você vê, é meio díficil acreditar em personagens quando eles tem a profundidade de um pires. Todos eles podem ser resumidos em uma frase: gostam da natureza, não confiam em humanos. E é basicamente isso. Eu sei que o fato de se ter uma raça alienigena étnicamente, culturalmente e mesmo sentimentalmente homogênea é a coisa mais clichê em sci-fi que existe, mas porra. O máximo de variação que se tem é que tal clã é o "clã da planície", o "clã do mar", o "clã da floresta". Então basicamente, os Na'vi tem uma divisão social tão profunda quanto a do primeiro Final Fantasy. Tome nota que o James cameron passou mais de dez anos escrevendo isso.
James, sabe por que nós sempre nos referimos ao Gollum como sendo uma pessoal real interpretando uma criatura, mesmo sabendo que ele é feito digitalmente? Por que ele é não é um ser que nasceu pré programado e tem aquelas coisas chamadas CONFLITOS  e CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS. Isso é imersão, isso é crível, não jogar uns efeitos especiais bonitinho e dizer que o trabalho está feito.
Aliás, você não poderia ter feito os aliens menos odiáveis? Nos primeiros 15 minutos eu já estava apoiando o genocídio dos malditos. vamos distribuir uns cobertores com varíola para eles, já funcionou uma vez aqui na Terra.
Os babacas são uma mistura de nativos norte americanos, tribos africanas e hippies irritantes. Numa das cenas, a mulher alien reclama com o avatar por ser obrigada a matar animais que queriam matá-la como caça. Aparentemente, no mundo mágico de Pandora, Darwin não existe, nem a cadeia alimentar, e as criaturas vivem em harmonia, realmente desejando comerem ou serem comidas uns pelos outros. Isso é deixado claro por uma espécie do filme cuja estratégia para fugir de caçadores é brilhar chamando muita atenção e rodopiar em círculos, o que todos nós sabemos, é uma ótima estratégia para evitar ser morto.
Aliás, tudo brilha em pandora. Tudo. É o planeta (na verdade Lua) mais homossexual do universo. Quando na escola, aposto que Pandora era trancado toda hora do armário pelo planeta do Predador, esse sim um planet macho.
Então, a idéia principal do filme é que nós humanos - aliás, nós não, nós ocidentais, mais especificamente nós ocidentais brancos - fodemos o planeta e agora devemos massacrar uma raça amiga, abraçadora de árvores, pacífica e que convive em paz com a natureza.Isso não existe. O filme é obviamente uma metáfora para a colonização americana  mas foda-se, os índios não eram amiguinhos entre si, não tinham pena em caçar seus animais e muitas tribos se aliaram aos colonizadores para ver seus inimigos obliterados da face da terra. O Cameron nos força a acreditar numa raça que consegue controlar tudo atravéz de ligações de banda larga no cabelo (não é sacanagem) e é perfeita, sem falhas. São todos até altos, saradões e da mesma etnia. Ei, pessoal, acho que o James cameron pode ser Hitler.



                                O personagem principal de Avatar

Finalmente, não posso deixar de falar do Deus deles. No caso, é a terra, Gaia (com outro nome), que está representada numa árvore e os caras tem contato direto com ela.(Aviso, aí vem spoiler, mas sinceramente, a história não importa) mas numa cena, a personagem da Sigourney Weaver leva um tiro e a árvora mágica não consegue curá-la. Pera aí, meu deus para um sol e divide o mar, seu deus não consegue curar uma ferida de bala. Se todo seu panteão mitológico pode ser massacrado com uma pistola, você merece ser exterminado. Ou acreditar num Deus mais legal
Avatar reúne todos os clichês do general e os coloca num filme com desenvolvimento de enredo tedioso e idiota, além de batalhas sem graça e que, na real, só acontecem no final do filme. O resto você vai ser obrigado a ver um elfo azul de 3 metros se apaixonando por um humano aleijado pilotando um fantoche o que é rídiculo no mínimo e TENSO no máximo. Querem ver um filme crível, em que vocês realmente se sintam mal pelos aliens e que realmente tem algo a dizer? Acho que Distrito 9 ainda está em cartaz


Descobri qual o problema desse filme: precisa de mais Wikus

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

As piores letras da música brasileira

Letra não importa pra música. Ponto. Letra é letra, melodia é melodia. Vou sequestrar aqui o que o hemingway disse sobre livros: "Se quisesse passar uma mensagem, eu escrevia uma carta". Letra? Who cares.
Ok, já falei o que tinha que falar disso. realmente penso assim. mas poxa , gente, não quer dizer que dá pra escrotizar. Tipo, vamos pensar em alguma coisa só beirando o tosco. Então, aí estão alguns exemplos de mongolice aplicada nas letras da mpb. Claro que não vou citar pagode, gospel, funk...isso é chutar cachorro morto. bem mais divertido falar de gente que tem algum respeito...(risada maléfica)

1-Homem Aranha, Jorge Vercilo
"Eu adoro andar no abismo/Numa noite viril de perseguição/Saltando entre os edifícios/Vi você!.../Em poder de um fugitivo/Que cercado pela polícia/Te fez refém/Lá nos precipícios/Foi paixão à primeira vista."

Ok, tem tanta coisa errada aqui. Primeiro, é o Jorge Vercilo. Qualquer coisa que ele fizer é ruim. è o ápice do chato. Tenho certeza que no dia em que eu encontrar um sujeito que tenha a coleção completa dos CDs dele, eu vou ter encontrado a pessoa mais sem graça do mundo.
Segundo: "viril"? Falar viril é tão pouco....viril. Parece uma palavra que eu leria num box de pornô gay (NÃO QUE EU LEIA ESSAS COISAS OK). E uma perseguição não é viril. Tom e jerry tem perseguição, Coiote e papaléguas tem perseguição, Corrida maluca tem perseguição, e no máximo é uma perseguição maluca
E porra, o cara tá na cidade, mas tem um precípicio? Onde esse cara mora? No Tibet?
Sem falar que o homem aranha ao invéz de resgatar a mulher fica se apaixonando por ela. Não se admira que teve que se aposentar. Mais uma vez a polícia faz todo o trabalho do Spidey

2-Açai, Djavan
"Açaí, guardiã/Zum de besouro um imã/Branca é a tez da manhã"

WTF.
Djavan é o jorge Vercilo negão. E nessa música ele resolveu mandar um dadaísmo aleatório, beleza, beleza. Só deviam ter avisado que essa história de escrever aleatoriedade qualquer saiu de moda lá nos anos 20. E Djavan, a sua música é de barzinho e violãozinho, TEM QUE TER LETRA. Se não quer escrever, compreendo, mas pelo menos tenha a decência de migrar para o death metal.

3-Qualquer Coisa,Caetano Veloso
"Sou o seu bezerro/Gritando mamãe."

Não, Caetano. Você não é.


4-Diário de um detento, Racionais MC
"Só o cheiro de morte e Pinho Sol./Um preso se enforcou com o lençol."

Essa música é muito triste. Não pela descrição da dura vida no sistema carcerário brasileiro. Não, é por que eles fizeram o favor de foder com uma música em todos os outros casos perfeita. É que nem aqueles dias que você sai com uma miss universo e aí na hora do vamos ver você descobre que ela tem um rabo. Acontece com todos nós.
Por que Pinho Sol, meu Deus? Vocês ganharam pela publicidade? Por que tipo, eu não gostaria de ver meu produto ligado á limpeza de cadavéres de suicidas. E, sei lá, é muito engraçado ver um grupo de rap da periferia mandar aleatoriamente o nome de um produto de limpeza. Tenho certeza que com mais esforço, vocês se virariam dessa.

5-Imortal, Sandy e Junior
"O que é imortal, não morre no final"

OBRIGADO, CAPTAIN OBVIOUS.


6-Bye Bye Brasil, Chico Buarque
"Estou me sentindo como um jiló"


Sim, até o poeta de olhos cor de ardósia (que frescura meu deus) figura aqui. Bye Bye Brasil já é uma música que eu acho chata, isso daí é o ápice.
Estou aqui me questionando como se sente um jiló. Será que ele se sente....delicioso? Aquele problema dos jilós não terem sistema nervoso e assim não poderem expressar o que sentem e se sentem sempre coloca uma pedra nessa questão.
Mas digamos que seja uma metáfora. Ora, que diabos de metáfora é essa? Será que ele está se sentindo inativo? Estático? Verde? Vai tomar no cu, Chico Buarque, que merda de metáfora.

7-Tudo dos "Racionais", do Tim Maia

Tim Maia é irado, Racionais são cds clássicos maravilhosos, lindos, jeneais, etc. Mas que lixo de letras, Meu Deus.
Pra quem não sabe a história, o Tim se envolveu com um culto bizarrão chamado Racionais, gravou um monte de disco tentando espalhar a fé racional e por fim sentiu vergonha Alheia de si mesmo e mandou recolher tudo. Uma pena, por que musicalmente o disco é excelente.
Agora, em questão do que está escrito...parece letra de disco gospel. Aliás, é pior, já que pelo menos os discos gospels estão voltados para seu público que já é evangélico. Aui não, aqui ele tenta te converter para a religião trevosa que ele seguia. É a versão musical dos Testemunhas de Jeová

Então, galerinha, isso é o que eu me lembro agora. Coloquem aí nos comentários seus preferidos. Como eu já falei, não vale funk, pagode, e outras tosquices certificadas, tem que ser algo que receba o mínimo de valor na mídia.
VLW
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ásia, África e um continente á sua escolha

O presidente americano sentava-se em sua cadeira, as mãos apoiando melancolicamente a cabeça. Notícias do  desembarque na Califórnia pipocavam em sua mente, mas ele não os ouvia. "Então é assim" Pensou ele "É assim que nossa nação termina".
Não pode continuar a refletir. Seu acessor avançou porta a dentro.

 -Senhor! Nossas tropas foram aniquilados no Golfo!

-Não há nenhuma guarnição reserva?

-Não, senhor. Os caças bombardearam nossos estaleiros. As tropas vem avançando desde Missouri e o desembarque no Maine é impossível de ser detido! O que faremos?

-O que faremos? O que podemos fazer? A derrota é inevitável. No momento, a melhor decisão á ser tomada é aceitar a anexação. Lembre-se do que os malditos fizeram em Montreal. Toda aquela gente...por quê? Mande entrar o embaixador.

Pelos umbrais do salão oval caminhou calmamente o homem moreno com um sorriso em seus lábios e a carta de rendição em suas mãos. Hesitante, o presidente americano assinou o papel que dava a maior parte dos territórios para os invasores e mantinha o restante - o equivalente ás antigas 13 colônias - como nação fantoche.
O embaixador gargalhou de escárnio. Finalmente o último obstáculo caíra e o império etíope era livre para reinar soberano sobre a Terra.

                                                                           xxxxxxxx

Calma! Meu blog não foi sequestrado por um grupo nacionalista abssínio. Só estou simulando um cenário possível que se pode contruir no mais viciante jogo que abduziu minha vida social por esses dias.



Em Hearts of Iron você pode tornar todos seus desejos megalomaníacos realidade. Sério, todos. Gostaria de ver o Brasil dominando a Argentina aleatoriamente? Você pode. Quer fazer uma aliança bizarra entre Butão, Reino Unido e um warlord chinês? Você pode. Quer subjulgar o planeta com a Etíopia? Você pode.
O negócio é que o jogo é um mega war, que simula todas as entidades independentes entre 1936 e o fim da década de 50. Tipo, sério, todos. Você pode jogar com as obviedades, tipo o império britânico e suas mil colônias ou pegar um azarão tipo a Espanha republicana ou o Tibet  E DAR PAU EM TODO MUNDO.
Mas claro que não vai ser fácil, né.
O negócio é que o jogo é bem complicado. mas bem mesmo.Pra te dar uma idéia, são 130 entidades diferentes jogando ao mesmo tempo e 1187 províncias para se dominar e tomar o mundo inteiro.

"França diz: Aê sovietes valeu por nos livrar dos nazistas e opa MAS VEJAM VOCÊS QUE FILHOS DA PUTA"

E , bem , é muito mais fácil (entre aspas) jogar com a URSS ou com os EUA e seus bilhões de tanques, soldados e pá do que com a Nicarágua e sua única guarnição inicial. Sem falar que você tem que se preocupar com matéria prima, grana e ah, já mencionei que se o desgosto com o governo estiver grande o suficiente províncias aleatórias começam a se revoltar? Pois é, talvez devesse citar isso
Na minha primeira campanha resolvi lutar a guerra platina e fui pra cima do esquadrão Bolívia-Peru-Argentina com meus colegas Paraguai-Chile usando nossa querida nação Getulista. Após 5 horas de jogo e muiotas porradas na mesinha consegui manter minha superioridade militar e derrotar os nazis (é, eles tavam metidos com os nazis), pena que ainda não entendia o mecanismo da anexação e o Chile ficou com metade da América do Sul. Sacanagem.
Depois, tentei fazer a Guatemala se tornar uma potência global, mas só consegui um passeio pra cima de El Salvador e uma guerra infrutífera com Honduras. Uhm...melhor mais treino
Voltei ao brasil, disposto á dominar o mundo, ou pelo menos, as Ámericas. Paraguai e Uruguai caíram rapidamente, Bolívia ofereceu alguma resistência, mas rapidamente se submeteu ao poder brasileño imperialista. O próximo objetivo era a terra dos indiozinhos flautistas de praça, AKA Peru.
A guerra começou tensa. Minhas tropas tomaram Arequipa e Cuzco e ficaram ás portas de Lima. Mas a retomada peruana expulsou minhas tropas, com exceção de algumas que já tinham se instalado na província oeste peruana. Após algumas escaramuças, o peru propôs uma paz, em que ele me sedia 3 províncias, sendo uma Arequipa, ás portas de Lima. seria o momento para relaxar meus soldados e concentrá-los na fronteira, próximos ao centro político do país. Mas na minha arrogância recusei a oportunidade
E essa foi minha queda
Logo as tropas peruanas se estabilizaram, e me vi de volta á estaca zero. Pior, eles iam invadir a Amazônia. Todas as minhas investidas falhavam, mesmo eles tendo 3 soldados e eu 15 e mais um tanque. Tinha me esquecido que o Asterix era peruano. Toquei o foda-se e desisti

Pois é, amicos, espero que essa narração emocionante (NOT) tenha-os convencido á baixar logo essa porra. Baixem e só voltem aqui quando tiverem conquistado a URSS com a Albânia